As dores de mais um verão (e provavelmente ano) sem festivais
Se no ano passado por esta altura já pensava que um ano sem festivais era algo surreal, dois anos já parece um pesadelo que teima em não terminar. Há uns meses já se sabia que isto ia acontecer, mas uma pessoa tenta manter o otimismo, tenta acordar dia após dia a pensar que isto vai melhorar, que estamos um dia mais próximo do final de uma pandemia que teima em não ir embora. Mas hoje, com o cancelamento/adiamento do Vodafone Paredes de Coura, mais uma vez cai a ficha.
Dois anos. Dois f*cking anos. juro que nunca pensei estar neste ponto outra vez. Mas aqui estamos.
Mais um ano sem ver aquele rio cheio de gente, com música de fundo numa tarde de sol, com a azáfama do campismo, pessoas aleatórias a berrar de um lado para o outro e rir com as coisas mais caricatas que acontecem naquele recinto. E acima de tudo, da comunhão em torno do festival, dos concertos, da música, das afters, das afters das afters, de chegar com um sorriso na cara e ir embora com saudade mas com um sorriso ainda maior, com a ansia do ano seguinte. É doloroso ver isto a acontecer, e ver todos os concertos e festivais, um a um, cair. E é ainda mais quando acontece com Coura.
Mas vamos lá voltar. Pró ano será o ano. E será para festejar a triplicar, o quer que seja. Até lá, por favor, façam o que seja possível para combatermos esta pandemia. Remeto-me para um comentário prévio:
Por favor pessoas, usem a porra da máscara, façam testes, mantenham a porra da distância sempre que possível, e quando for possível (e se possível), vão se vacinar. Isto já dura há demasiado tempo e temos que finalmente acabar com esta porra.
— Fábio Pais (@fabiopais) June 22, 2021
Quero muito poder voltar a Coura. Quero muito mostrar Coura à Rita. E quero muito que a Rita me mostre Vilar de Mouros, que também já tinha sido cancelado/adiado. Vai acontecer. Vai ter de acontecer.
Obrigado.

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